09 fevereiro 2007

11 de Fevereiro - VOTE

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado "

Esta é a pergunta a que todos os portugueses devem responder no próximo domingo dia 11 de Fevereiro.
No meu Ponto de vista, os pontos cruciais da pergunta são estes: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez," e "...em estabelecimento de saúde legalmente autorizado ".

Toda a mulher deverá ser permitida a escolher o momento da sua vida em que quer engravidar e prosseguir com essa gravidez. Não deverá ser penalizada por querer decidir o rumo que quer dar á sua vida e quando quer que esse seja alterado. Já que os métodos contraceptivos não são 100% fiáveis, a mulher quando encarada com uma gravidez indesejada têm apenas duas opções aceitar a gravidez e ser mãe ou abortar. Sendo que o aborto ilegal é arriscado, resultando muitas das vezes em morte ou complicações de saúde sérias, seria de esperar que este método não fosse utilizado, mas a verdade é que o é, e muito.

Eu voto SIM, porque o sim é um voto que dá o poder de escolha á mulher, que lhe permite decidir o que quer fazer com a sua vida, mas apresenta-lhes duas opções viáveis: O ser Mãe ou o abortar em estabelecimentos de saúde legalmente autorizados, logo com as condições médicas e sanitárias adequadas.

A vitória do SIM não obrigará nenhuma mulher a praticar aborto, apresentar-lhe à opções e dar-lhe à oportunidade de decidir o que quer para si e para a sua vida.

Eu voto SIM, porque a Mulher Portuguesa é inteligente e é capaz de fazer escolhas como esta.


Eu penso que estas são as verdadeiras questões do referendo, todos os outros motivos que temos ouvido nos mais variados lugares fogem à verdadeira pergunta e são muitas vezes exageros e devaneios criados quer pelo sim quer pelo não.

PS: seja pelo Sim ou pelo Não, VOTE

01 fevereiro 2007

Cânone 1331

"Os cristãos que vão votar 'sim' no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras eclesiásticas"

Quem o diz é Tarcísio Alves, pároco de Castelo de Vide (Portalegre), Doutorado pela Universidade Católica de Salamanca em Direito Canónico.
E não se fica por aqui, também diz o seguinte :

"Se votar no 'sim' ou se se abstiver, poderá estar também a cometer um pecado mortal gravíssimo. No referendo até as irmãs vão sair dos conventos porque senão também incorrem num pecado de omissão"

Para o clérigo trata-se de "um caso grave", porque todos aqueles católicos que violarem as leis da Igreja sobre este ponto "não podem casar, baptizar-se e nem poderão ter um funeral religioso - Cânone 1331."

Antes de revelar a minha intenção de voto em próximos posts, venho aqui deixar um exemplo do que é embaraçoso para todos os que têm vindo a promover esclarecimentos e debates de opinião sobre este assunto, sejam pelo SIM ou pelo NÃO. Em questões como esta o ridículo e o ofensivo é por vezes facilmente alcançado,por isso , Não vos deixeis cair em tentação .

Abraço